Primeira ronda de entrevistas em curso, apesar da distância

No mês passado, a nossa equipa de recolha de dados, treinada e experiente, para a Avaliação Realista da Casa de Espera para Mulheres Grávidas (CEMG), estava entusiasmada para realizar a sua primeira ronda de entrevistas e grupos de foco, dando início ao processo de aprender como, para quem e em que circunstâncias as CEMGs em Inhambane são eficazes em tornar o parto mais seguro, e como aprofundar essa eficácia.

A equipa de cinco pessoas partiu do escritório do projecto na cidade de Inhambane numa viagem de cinco horas até ao Hospital Rural de Vilankulo, para o que esperavam ser uma viagem de dois dias, interagindo com mulheres e parceiros de mulheres que tinham usado a Casa Mãe Espera da Maternidade de Vilankulo; profissionais de saúde na CEMG de Vilankulo; e líderes comunitários envolvidos na CEMG. 

Porém, a realidade de chegar aos participantes da pesquisa criou uma história muito diferente: a equipa viajou distâncias ainda mais longas e difíceis do que o previsto para distritos além de Vilankulo – quase chegando à província seguinte, Sofala – por rotas pouco usadas. A viagem teve de ser prolongada por dois dias apenas para realizar as reuniões que tinham sido agendadas. Embora nenhum dos colectores de dados fosse novo nas zonas rurais de Inhambane ou na realidade das disparidades urbano-rurais em Moçambique no geral, todos ficaram profundamente comovidos pela experiência. 

Percorrer as árduas rotas que as mulheres teriam usado para chegar aos cuidados de saúde, sabendo que elas viajaram sem a garantia de transporte seguro (ao contrário dos colectores), aprofundou o empenho da equipe na pesquisa que visa combater as desigualdades na saúde e melhorar as experiências de saúde materna das mulheres.