Wa sati wa nhenha: Mulheres reforçando a saúde

Em Moçambique, a frase Xitswa, “wa sati wa nhenha” significa “mulheres fortes” ou “força das mulheres”. Este mês, o nosso projecto foi seleccionado para um episódio especial de podcast da U de S. Jessie Forsyth e Nazeem Muhajarine foram os pesquisadores em destaque, falando sobre o projecto de Saúde Materna Moçambique-Canadá em Moçambique. A introdução do programa segue e as ligações para o episódio estão no fim.

Jessie Forsyth e Nazeem Muhajarine são dois pesquisadores de saúde da Universidade de Saskatchewan que estão a aprender a impulsionar a “força das mulheres” em comunidades rurais e remotas. 

E fizeram-no durante uma pandemia.

Neste episódio, saiba por que o compromisso de saúde a longo prazo da U de S para com as pessoas da província de Inhambane valeu a pena, com a recente abertura de cinco novos centros de saúde materna, juntamente com três novas casas de espera para as mulheres grávidas. 

MOZAMBIQUE Chizapela maternity
O recém-construído centro de saúde materna atrás da reunião do Comité de Saúde da Comunidade

Cada um dos centros foi construído durante a pandemia da Covid-19. Eles estão todos em zonas remotas e rurais e são todos movidos a energia solar, situados ao lado de um furo profundo de abastecimento de água.

“De Março à Outubro, a construção terminou a tempo e esteve abaixo do orçamento”, disse Nazeem Muhajarine, investigador principal do projecto de Saúde Materna Moçambique-Canadá. “Quantas vezes podemos dizer isso?”

Mesmo durante a pandemia, enfermeiros e profissionais de saúde Moçambicanos foram formados intensivamente em técnicas de reanimação de recém-nascidos, intervenções obstétricas e cuidados reprodutivos seguros para recém-nascidos e suas mães. O objectivo geral é o mesmo: reduzir as taxas de mortalidade infantil e materna e construir comunidades fortes e resistentes.

“A política moçambicana desde o movimento de libertação tem privilegiado a promoção da igualdade de género. Na verdade isto está consagrado na Constituição”, disse a directora do projecto Jessie Forsyth, que está baseada a poucos quilómetros da cidade de Inhambane.

“Mas é difícil. A mudança é difícil”, disse Forsyth.

Group learning session 1
Sessão de aprendizagem e partilha em grupo

Forsyth disse que juntamente com novas instalações de saúde construídas de tijolos e argamassa, as mulheres de cada uma das 20 comunidades que o projecto serve agora gerem micro projectos de geração de renda. Estes incluem perfuração de poços, a instalação de novas latrinas, a construção de moageiras de milho, criação de galinhas e produção de ovos.

Forsyth chama isso de “mudança significativa” para As Mulheres Rurais Moçambicanas. “Primeiro, estes projectos abrem espaço para a liderança das mulheres e contribuem para que as mulheres sejam respeitadas nos seus papéis”, disse Forsyth. “Eles também melhoram a nutrição e o saneamento, e no caso de moageiras de milho, estas realmente reduzem a quantidade de trabalho físico que as mulheres são mais frequentemente obrigadas a suportar.”

Ela disse que os cuidados de saúde funcionam melhor quando são “centrados nas pessoas”. Como tal, cada uma das 20 comunidades criou um comité de saúde que inclui homens, mulheres, médicos tradicionais e outras autoridades locais. Neste episódio, Forsyth discute como e por que esses comités priorizam a saúde e o bem-estar de mulheres e crianças.

“Este não é um projecto isolado”, disse Muhajarine. “A minha esperança é que o nosso trabalho em Moçambique, mesmo durante este ano sem precedentes, seja visto como um ponto de viragem para mulheres, raparigas e famílias.”

Página do episódio: https://ovdr-com.libsyn.com/wa-sati-wa-nhenha-women-strengthening-health
Podcast Apple: https://podcasts.apple.com/us/podcast/wa-sati-wa-nhenha-women-strengthening-health/id1513240190?i=1000514689412
Versão Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=_mfRIKt7BtI