Governador da Província de Inhambane Daniel Francisco Chapo (capacete azul), maternidade em construção em Tevele. Foto de cortesia de Horácio Mandevo.

Uma parte importante do Projecto de Saúde Materna Moçambique – Canadá tem sido a construção de infra-estruturas de apoio à saúde materna. O nosso projecto está a construir e a reabilitar maternidades rurais, casas de mãe espera, um berçário hospitalar, e a abrir furos de água para o fornecimento de água potável. Os membros da equipa do projecto Horácio Mandevo e António Tanda coordenaram as fases de construção e as ligações com as comunidades locais. Aqui apresentamos alguns comentários e reflexões de Horácio sobre como a implementação foi realizada e o seu impacto na comunidade.

Como tem sido a implementação da construção?

Penso que a implementação da construção tem sido um processo complexo, desafiador e gratificante. O seu êxito resulta da participação activa e do empenho de todas as partes interessadas. A nível provincial, que inclui o governo provincial, a direcção provincial de saúde (DPSI) e os departamentos de obras públicas, gestão ambiental, e água; a nível distrital, o governo do distrito e os serviços distritais de saúde e obras públicas; e a nível local, os administradores locais e, sobretudo, as próprias comunidades.

Este tem sido um ponto-chave de aprendizagem para nós como projecto e para todos os nossos parceiros: o envolvimento activo de todos é imperativo para o sucesso dos projectos.

O primeiro passo fundamental foi envolver-se activamente e ouvir as comunidades em cada local de implementação provável do projecto sobre o espaço e a localização exacta dos edifícios. Isto envolveu muita discussão e, às vezes, renegociação com os governos distritais com base na valiosa contribuição da comunidade. O mesmo aconteceu para identificar e acordar sobre a localização dos furos de água, de modo a aprender sobre as especificidades locais importantes, incluindo a localização de campas que impediriam o acesso à água. Após confirmação do local com envolvimento das comunidades, os processos de legalização tiveram início.

Mais importante ainda, temos tido o cuidado de implementar e seguir processos transparentes. Cada visita de supervisão ao local tem sido coordenada de modo a incluir a DPSI, os serviços distritais de Obras Públicas e o hospital distrital ou provincial (quem estiver disponível). Estamos abertos para ouvir e responder à todas as preocupações levantadas pelas partes interessadas, incluindo representantes da comunidade, que são convidados a dar a sua contribuição a qualquer momento.

Nos próprios locais das obras, garantimos que os empreiteiros considerem as preocupações dos membros da comunidade, das mulheres em geral e dos membros do Comité de Saúde, e envolvam membros da comunidade nas pessoas seleccionadas para trabalhar nas obras, incluindo as mulheres.

No geral, o processo tem sido de aprendizagem – não só para nós como projecto, mas também para os nossos parceiros governamentais. Os empreiteiros que contratamos superaram as expectativas dos governos locais e realizaram um trabalho de melhor qualidade do que no passado, graças aos supervisores de construção determinados e confiáveis com quem temos trabalhando. Os parceiros observaram que esta é a primeira vez que vêem este nível e rigor de supervisão e acompanhamento.

 Que impacto prevê que a nova infra-estrutura de saúde tenha nas comunidades?

Esta iniciativa já teve um impacto positivo nas comunidades, visível na sua alegria por chegar à esta fase. Muitos não acreditavam que teriam um centro de saúde construído na sua zona, e certamente não em tão pouco tempo. Isto, segundo eles, é o resultado da colaboração forte e da seriedade e honestidade do projecto.

A médio e a longo prazo, acreditamos que a nova infra-estrutura de saúde reduzirá as distâncias entre as comunidades rurais e os serviços de saúde e aumentará a utilização dos serviços, em especial para a saúde materna, vacinações e assistência médica geral.

Recebemos inúmeras visitas de altos dirigentes políticos aos locais das obras, incluindo a visita do Governador de Inhambane, Daniel Francisco Chapo, que tem mostrado grande interesse nos nossos projectos de construção desde o início. Numa visita recente à maternidade de Tevele, Massinga, na altura em construção (9 de Set. de 2020), O Governador falou muito bem da qualidade do trabalho e elogiou a parceria Moçambique – Canadá, e ele congratulou-nos sobre a estratégia de construir centros de saúde nas zonas rurais ao invés de grandes hospitais urbanos. Ele frisou o quanto isso era importante para a saúde e bem-estar dos Moçambicanos em geral, a maioria de quais vive em zonas rurais; no apoio à capacidade das pessoas para terem acesso à cuidados de saúde em locais de qualidade, sem necessidade de viajar longas distâncias para centros de saúde maiores. Sentimo-nos orgulhosos do trabalho realizado e aguardamos com expectativa a passagem para a fase operacional, apoiando os nossos parceiros comunitários e governamentais na melhor utilização da nova infra-estrutura.

Casa de mãe espera, Distrito de Vilankulos

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Thank you for your interest in the Mozambique-Canada Maternal Health Project. This project came to an end on June 30, 2024. You may continue to the site to see our final update and find out what we did, but please keep in mind that it is an archived site and will no longer be updated.

We now have a new project**: Sexual and Reproductive Health for Young Women in Inhambane**. We will be activating its website soon.

The new project builds on the old one, but with some changes to adapt to new realities. We will continue to seek improved, sexual, reproductive and maternal health and rights for women, now focusing more on adolescent girls and younger women, within the context of model communities of care, taking into consideration their families and their communities. We will continue to partner with community health communities (now 30 compared to 20) within selected districts in Inhambane (now 6 rather than 5). We will also continue to partner with the provincial health directorate (DPSI) to improve infrastructural and human resources in the health system. And we will continue to carry out helpful research and disseminate information.

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